Em meio ao brilho, à música e à celebração coletiva que marcam o Carnaval de São Pedro da Serra, em Nova Friburgo (RJ), uma ação ganha destaque por ir além da folia e deixar raízes reais na Mata Atlântica. Durante o Carnaval de 2026, a EcoModas Soluções Sustentáveis participará do desfile do Bloco Carnavalesco Olha Eu Aí com uma iniciativa simbólica e concreta: a distribuição de 26 mudas de palmeira juçara, número experimental e que faz referência ao ano da ação.
As mudas são cultivadas no viveiro próprio da EcoModas, mantido em anexo à sua sede, localizada no alto do teleférico de Nova Friburgo — um espaço que se tornou referência regional em educação ambiental, turismo ecológico e práticas sustentáveis. Desde 2010, a EcoModas atua de forma contínua na regeneração ambiental e já contribuiu com o plantio de mais de 35 mil mudas, reafirmando seu compromisso com a Mata Atlântica e com soluções baseadas na natureza.
As palmeiras juçara são cultivadas pela própria EcoModas em cones de linhas vazios, resíduos reaproveitados tanto da própria confecção da EcoModas quanto de outras confecções tradicionais de lingerie de Nova Friburgo. A iniciativa reforça, na prática, os princípios da economia circular, demonstrando que resíduos industriais podem ganhar novas funções ambientais, educativas e simbólicas.


A ação acontece de forma integrada ao desfile. As mudas não serão apenas entregues ao público, mas distribuídas pelos próprios integrantes do bloco, fortalecendo um gesto coletivo de cuidado, pertencimento e corresponsabilidade. Para garantir segurança e conforto durante a festividade, cada cone com muda recebe uma alça de ombro, permitindo que o público transporte a planta ao longo do carnaval sem risco de danos.
Cada alça de carregar a muda conta ainda com uma etiqueta com QR Code, que direciona o participante para uma página com informações sobre a ação, orientações de plantio e conteúdos educativos sobre a importância da palmeira juçara para a Mata Atlântica. O gesto transforma o ato simbólico de receber uma muda em um convite à continuidade do cuidado após a festa.
Reconhecida e premiada por suas múltiplas ações socioambientais, a EcoModas atua há mais de quinze anos integrando moda sustentável, educação ambiental, reflorestamento, economia circular e impacto social positivo. Sua participação no carnaval reforça a ideia de que grandes eventos culturais também podem ser espaços de regeneração ambiental e transformação coletiva.
Um carnaval que se diferencia pelo cuidado com o território
A iniciativa se destaca por romper com a lógica do descartável, tão comum em grandes eventos. Em vez de brindes efêmeros, a proposta entrega vida. Em vez de resíduos ao final da festa, propõe plantio, regeneração e responsabilidade ambiental. Em um carnaval marcado pelo reaproveitamento criativo de materiais — prática já consolidada pelo Bloco Olha Eu Aí — a ação dialoga diretamente com o conceito defendido pelo diretor de carnaval Rodrigo Lima: "nada se perde, tudo se transforma". Mais do que uma ação pontual, a distribuição das mudas reforça o carnaval como espaço de educação ambiental, cidadania e pertencimento comunitário.


Em 2026, o Bloco Olha Eu Aí desfila o enredo “As mãos que nos alimentam”, uma celebração das pessoas que trabalham, cuidam, alimentam e constroem o carnaval e a vida em comunidade. A narrativa une natureza, fé e cultura popular, exaltando as águas como origem da vida e conduzindo o cortejo por um “rio de emoção” até o encontro simbólico com Nossa Senhora Aparecida.
O desfile é composto por seis alas que contam essa história a partir das mãos: as que plantam, cozinham, costuram, ensinam e sonham. Crianças abrem o cortejo representando o milagre, seguidas pelas alas que retratam a produção do alimento, o trabalho artesanal, o saber comunitário e os sonhadores que mantêm vivo o carnaval. A festa se completa com a alegria compartilhada, a pipoca e os tradicionais Bonecões, que misturam foliões e cortejo pelas ruas da vila.
Mais do que um desfile, o Olha Eu Aí reafirma o carnaval como construção coletiva, nascida das ruas, dos afetos e das mãos que fazem de São Pedro da Serra um território vivo de cultura, fé e esperança.
DESFILE - DATA E HORÁRIO:
Dia do desfile 14 de fevereiro (sábado de Carnaval)
Concentração às 17h no Largo do Estrela
Desfile às 18h sentido Coreto.
Término às 20:30h na quadra esportiva de São Pedro da Serra/ Nova Friburgo – RJ.
A palmeira juçara e sua importância para a Mata Atlântica
A escolha da palmeira juçara (Euterpe edulis) não é aleatória. Espécie nativa e símbolo da Mata Atlântica, a juçara desempenha papel fundamental na manutenção da biodiversidade, servindo de alimento para mais de 60 animais silvestres. A polpa da Palmeira-juçara, inclusive, serve como alimento humano rico em nutrientes. Historicamente ameaçada pelo corte ilegal do palmito, a juçara tornou-se um dos principais ícones das ações da EcoModas na restauração florestal no bioma. Ao incentivar seu plantio, a EcoModas e o Bloco Olha Eu Aí contribuem para a recuperação ambiental, a educação ecológica e o fortalecimento da relação entre cultura popular e preservação da natureza.


Como plantar a palmeira juçara: passo a passo
1. Escolha do local
A palmeira juçara prefere locais de meia-sombra ou sombra, especialmente nos primeiros anos de crescimento. Pode ser plantada em quintais, sítios, áreas de enriquecimento florestal ou jardins com boa umidade.
2. Preparação do solo
O solo deve ser rico em matéria orgânica, bem drenado e mantido úmido. Se possível, misture terra vegetal com composto orgânico ou húmus de minhoca.
3. Retirada da muda do cone
Retire a muda com cuidado, preservando o torrão de raízes. Prefira fazer a retirada com a terra seca. Aperte levemente as laterais do cone para soltar o torrão e empurre a muda pela abertura inferior do cone. Os cones reutilizados funcionam como berços temporários, facilitando o transplante sem danificar a planta.
4. Plantio
Abra um buraco um pouco maior que o torrão da muda. Posicione a palmeira no centro e complete com a terra preparada, pressionando levemente ao redor para firmar a planta.
5. Rega
Regue bem após o plantio. Nos primeiros meses, mantenha a rega frequente, principalmente em períodos de estiagem.
6. Proteção inicial
Se o local for muito exposto ao sol ou ao vento, utilize cobertura com folhas secas ou palha ao redor da base para manter a umidade e proteger as raízes.
7. Acompanhamento
A juçara é uma planta de crescimento lento. Com cuidado e paciência, ela se tornará parte ativa do ecossistema, atraindo fauna e contribuindo para a regeneração da floresta.
Compartilhe seu momento de plantio

Para ampliar ainda mais o impacto dessa ação e espalhar essa energia transformadora, os organizadores convidam todos os participantes a registrarem o momento do plantio e compartilharem fotos e vídeos nas redes sociais. Marque os perfis abaixo e ajude a semear essa ideia!
📲 Instagram EcoModas: @ecomodas.oficial
📲 Instagram Bloco Olha Eu Aí: @olhaeuai.bloco
Carnaval, cultura e regeneração caminham juntos
Ao unir moda sustentável, reaproveitamento de resíduos industriais, educação ambiental e carnaval comunitário, a EcoModas e o Bloco Olha Eu Aí mostram que a festa pode ser também um ato de cuidado com o mundo. Em São Pedro da Serra, o carnaval não termina na Quarta-feira de Cinzas — ele continua crescendo, folha por folha, raiz por raiz, no território e na consciência de quem participa.
