Como Tudo Começou – Parte 01

Alex e Adriana, responsáveis pela EcoModas decidiram se casar ainda jovens e com apenas sete meses de namoro. Se conheceram em 2001 através do irmão de Alex, Loudemir Dos Santos Paulo, na festa de São Pedro da Serra, em Nova Friburgo. Se encontravam, durante o período de namoro, apenas nos finais de semana, quando Alex deixava São Pedro da Aldeia, onde morava, para subir a Estrada Serra Mar (ainda de barro batido) de ônibus até São Pedro da Serra ao encontro da Adriana. Eles passavam o final de semana acampados no quintal de Tereza Marchon que mais tarde tornou-se madrinha de casamento ao lado do mano de Alex.

Tendo apenas um colchonete de camping bem fininho e uma cafeteira elétrica, iniciaram sua trajetória como casal em uma kitinet alugada enfrentando os mais dolorosos e desafiadores momentos de suas vidas. Por algumas vezes, neste início, tiveram fome e sede, mas o amor e a cumplicidade foram os combustíveis para manter um relacionamento saudável e, acima de tudo, amigável e divertido.

Ele cortou os cabelos compridos e foi trabalhar na padaria Superpão. Ela foi trabalhar como operadora de caixa no Supermercado Tio Dongo até que em um determinado dia uma pessoa que passava em seu caixa a convidou para fazer um “teste” em uma confecção e, por já ter esta vontade de atuar na área, não pensou duas vezes e foi. Durante alguns meses, ela dedicava o seu dia de folga do supermercado para ir na confecção onde prestava serviços a custo zero (por escolha própria) e se familiarizava com o ofício, até que foi contratada e deixou o supermercado.

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A primeira máquina que ela aprendeu a costurar foi a travete. Segundo Alex, diariamente Adriana Santos chegava em casa pulando de alegria e cheia de novidades do mundo “têxtil”. Seu jeito espontâneo, divertido, agitado e amoroso logo a fez ser “valiosa” àquela confecção que deu-lhe a oportunidade de aprender a costurar em outras máquinas.

Alex, por sua vez, iniciava na área de comunicação. Certa vez, decidiu ir até o Jornal Jornal A Voz da Serra, bateu na porta dizendo que gostaria de ser jornalista e pediu um espaço de 5 centímetros quadrados para publicar uma foto semanalmente contendo uma mensagem curta. Ele, no passado, era escritor de “cartas sociais” onde se correspondia até com desconhecidos de outras cidades e estados, chegando a escrever cerca de 10 cartas por semana. A editora do referido jornal, deu a Alex Sandro Santos uma oportunidade para escrever sobre as montanhas de Friburgo e tal matéria ilustrou a capa do segundo caderno, naquela época chamada de Caderno Light. Depois da primeira matéria publicada, diversas outras foram aprovadas para compor novamente a capa do referido caderno tendo o aval da editora e diretor do jornal. A fotografia da época, ainda era de filme e isso gerava um grande custo para o próprio Alex, vale lembrar. Contudo, suas publicações o fizeram obter o Registro de Jornalista junto ao Ministério do Trabalho e Matrícula na Federação Nacional da Imprensa.

O tempo passou um pouco, ela foi trabalhar em outras confecções. Ele decidiu entrar com ela no ramo de confecção, fez curso de cortador de tecidos e modelagem. Se uniram com uma vizinha de bairro, onde esta entrou com as máquinas e eles com a mão de obra. Naquela ocasião, faziam somente calcinhas e vendiam para depósitos de sacoleiros da cidade que é conhecida como capital da moda íntima. Não demorou muito para que a sociedade se desfizesse e o jovem casal foi trabalhar juntos em uma mesma confecção, sendo que agora Adriana era a supervisora de 15 funcionários, inclusive do próprio Alex que passou a ser costureiro da máquina travete e que seguidamente foi promovido pela diretoria da empresa como assistente administrativo.

Mais um tempinho se passou e eles decidiram seguir “carreira solo”. Pediram as contas, juntaram as economias e compraram as primeiras máquinas de costura para prestarem serviço em casa – que inclusive tinha muitas goteiras. Decidiram ir para uma casa maior, pegaram toda a economia que tinham e compraram máquinas industriais. Batendo nas portas das confecções, ofereciam seus serviços de facção de qualidade com a meta de trabalharem em casa para estas indústrias. Um pouco antes do primeiro mês de aluguel da nova casa vencer e sem nenhum dinheiro no bolso, fecharam então um “contrato” com a Lucitex Confecções para produzir sutiãs de bojos. Diante da grande quantidade de peças para serem produzidas, foi necessário convidar outras amigas do casal para comprar mais máquinas e montarem um “collab” – uma espécie de confecção colaborativa onde cada pessoa fazia uma parte do processo até o produto final.

Alex e Adriana, mais uma vez, decidem caminhar carreira solo e voltam para a estaca zero, mas agora já mais fortalecidos, conhecendo melhor o mercado e com uma parceria sólida firmada para produção de sutiãs.

Cada par de bojo de espuma vinha dentro de uma sacola e tais embalagens plásticas eram descartadas logo no início da fabricação dos sutiãs. Incomodados com a quantidade de resíduos que eram descartados por eles, decidiram usar as sacolas dos bojos para cultivar algumas mudas de abacates que cresceram e foram doadas ao parque Cão Sentado. Tal ação foi noticiada pelo Jornal A Voz da Serra e logo rendeu bons comentários e uma “crítica” enviada por email através de uma ambientalista que os alertava quanto a espécie da árvore em questão. Este foi um momento decisivo na vida do jovem casal de empreendedores, pois tiveram que decidir se desistiriam desta empreitada ambiental ou se continuariam e, caso fossem em frente, sabiam que teriam que estudar sobre meio ambiente e dividir o trabalho com sustentabilidade que, inclusive, naquela época o tema ambiental ainda era algo muito desconhecido.

Não perca os próximos capítulos 😄
Até a próxima 🙋‍♂️🙋‍♀️

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Foto: Adriano José Oliveira

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